Rápidas

26.10.05

Proteção

Li numa carta colocada dentro do cesto ao pé de um santo no altar da Igreja dos Enforcados:

Senhor Deus,

Eu erro. Eu erro muito, meu bom Deus. Aliás, eu erro tanto que o erro é minha única certeza: vou errar. Pode ser daqui a duas horas, um dia, dois, mas vou errar. Erro mais cedo que tarde, sempre. E saber disso me dá até uma certa tranqüilidade, meu bom Deus. Não preciso convencer-me de que sou bom mesmo porque não sou bom mesmo. O senhor sabe.

Então Senhor Deus, errarei mais uma vez e com muita certeza. Depois de deixar essa carta aqui com o Senhor, correrei atrás d'um folgado que não erra, e que é mais forte do que eu, para meter-lhe uma porrada no meio da fuça porque ele acerta todas, até a dita da minha mulher.


Que o Senhor me proteja os bagos.

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