Parar de ver
Paro de ver
cego mesmo
calo tudo o que é imagem
abstendo-me de cores e formatos
excessivos, insistentes
estou impregnada de mundo
de quereres nem tão meus
Quero sim
meu eu empoeirado
aquele eu solitário e inútil
sem traços permanentes
como a areia da praia
como um punhado de terra
como os cabelos caídos de alguém
